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Ao final do dia, quando tudo termina, tudo que a gente mais quer é estar perto de alguém. Então essa coisa onde a gente mantém distância e finge não se importar com os outros é geralmente uma besteirada. Então nós escolhemos aqueles que queremos permanecer próximos e, uma vez que escolhemos tais pessoas, tendemos a manter contato. Não importa o quanto machuquemos elas, as pessoas que ainda estão contigo ao final do dia são aquelas que se vale a pena manter. E, claro, às vezes próximo pode ser próximo demais. Mas, às vezes, aquela invasão de espaço pessoal pode ser exatamente aquilo que você precisa.

Por Grey's Anatomy

Se você chega amanhã eu já te espero hoje Com saudade do que a gente ainda não viveu E talvez eu já te esperasse sem saber teu nome São coisas que nem Freud entende e muito menos eu Pouco a pouco e de repente como pegar no sono Deus tem dessas ao criar encontros Já estava escrito Eu, você, a nossa história e fim Me sinto infinito Enquanto com você feliz É totalmente indizível o que só se sente Mas mesmo assim quem ama sempre escolhe dizer mais Na tentativa de falar pro mundo gentilmente Que não tem nada mais gostoso que amar em paz Pouco a pouco e de repente como pegar no sono Deus tem dessas ao criar encontros Já estava escrito Eu, você, a nossa história e fim Me sinto infinito Enquanto com você feliz Já estava escrito Eu, você, a nossa história e fim Me sinto infinito Enquanto com você feliz Se você chega amanhã eu já te espero hoje Com saudade do que a gente ainda não viveu

Por Kell Smith

Josué, JS, 12:3, desde a campina até o mar de Quinerete, para o leste, e até o mar da Campina, o mar Salgado, para o leste, pelo caminho de Bete-Jesimote; e desde o sul abaixo das encostas do monte Pisga.

Por Josué, Antigo Testamento

Atos, AT, 13:45, Mas os judeus, vendo as multidões, ficaram com muita inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.

Por Atos, Novo Testamento

E eu a amei não pelo jeito que ela dançava com os meus anjos, mas pelo jeito que o som do seu nome conseguia silenciar os meus demônios.

Por Christopher Poindexter

Era uma vez um menino que amava demais. Amava tanto, mas tanto, que o amor nem cabia dentro dele. Saía pelos olhos, brilhando, pela boca, cantando, pelas pernas, tremendo, pelas mãos, suando. (Só pelo umbigo é que não saía: o nó ali é tão bem dado que nunca houve um só que tenha soltado). O menino sabia que o único jeito de resolver a questão era dando o amor à menina que amava. Mas como saber o que ela achava dele? Na classe, tinha mais quinze meninos. Na escola, trezentos. No mundo, vai saber, uns dois bilhões? Como é que ia acontecer de a menina se apaixonar justo por ele, que tinha se apaixonado por ela? O menino tentou trancar o amor numa mala, mas não tinha como: nem sentando em cima o zíper fechava. Resolveu então congelar, mas era tão quente, o amor, que fundiu o freezer, queimou a tomada, derrubou a energia do prédio, do quarteirão e logo o menino saiu andando pela cidade escura -- só ele brilhando nas ruas, deixando pegadas de Star Fix por onde pisava. O que é que eu faço? -- perguntou ao prefeito, ao amigo, ao doutor e a um pessoalzinho que passava a vida sentado em frente ao posto de gasolina. Fala pra ela! -- diziam todos, sem pensar duas vezes, mas ele não tinha coragem. E se ela não o amasse? E se não aceitasse todo o amor que ele tinha pra dar? Ele ia murchar que nem uva passa, explodir como bexiga e chorar até 31 de dezembro de 2978. Tomou então a decisão: iria atirar seu amor ao mar. Um polvo que se agarrasse a ele -- se tem oito braços para os abraços, por que não quatro corações, para as suas paixões? Ele é que não dava conta, era só um menino, com apenas duas mãos e o maior sentimento do mundo. Foi até a beira da praia e, sem pensar duas vezes, jogou. O que o menino não sabia era que seu amor era maior do que o mar. E o amor do menino fez o oceano evaporar. Ele chorou, chorou e chorou, pela morte do mar e de seu grande amor. Até que sentiu uma gota na ponta do nariz. Depois outra, na orelha e mais outra, no dedão do pé. Era o mar, misturado ao amor do menino, que chovia do Saara à Belém, de Meca à Jerusalém. Choveu tanto que acabou molhando a menina que o menino amava. E assim que a água tocou sua língua, ela saiu correndo para a praia, pois já fazia meses que sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, mas tão grande, que já nem cabia dentro dela.

Por Antonio Prata

Êxodo, EX, 21:3, Se chegou solteiro, irá embora sozinho; se era homem casado, a mulher irá com ele.

Por Êxodo, Antigo Testamento

As pessoas continuam falando que a filosofia não progride realmente, que continuamos ocupados com os mesmos problemas filosóficos que preocupavam os gregos. É porque nossa linguagem permaneceu a mesma e continua nos seduzindo a perguntar as mesmas questões. Até quando continuar existindo um verbo `ser’ que parece funcionar do mesmo modo que o verbo `comer’ e `beber’, até quando continuarmos tendo os adjetivos `idêntico’, `verdadeiro’, `falso’, `possível’, até quando continuarmos a falar de um rio do tempo, de uma porção (expanse) do espaço, etc. etc., as pessoas continuarão tropeçando sobre as mesmas dificuldades enigmáticas e encontrar-se-ão olhando fixamente para algo que nenhuma explicação parece capaz de clarificar. E mais do que isso, isso satisfaz uma espera pelo transcendente, porque na medida em que pessoas pensam que podem ver os “limites do entendimento humano”, elas acreditam, é claro, que podem ver além deles.

Por Ludwig Wittgenstein

A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada.

Por Epicuro

- Então de que vale procurar? - perguntou ela. - Não procuramos. Aceitamos, e então a vida passa a ser muito mais intensa e mais brilhante, porque entendemos que cada passo nosso, em todos os muitos da vida, tem um significado maior do que nós mesmos. Entendemos que, em algum lugar do tempo e do espaço, esta pergunta está respondida. Entendemos que existe um motivo para estarmos aqui, e isso basta. "Mergulhamos da Noite Escura com fé, cumprimos o que os antigos alquimistas chamavam de Lenda Pessoal, e nos entregamos por inteiro a cada instante, sabendo que sempre existe uma Mão que nos guia: cabe a nós aceitá-la ou não. (Brida)

Por Paulo Coelho