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Provérbios, PV, 20:12, O ouvido que ouve e o olho que vê, o Senhor os fez, tanto um como o outro.
Por Provérbios, Antigo TestamentoNo decorrer da viagem, Alice encontra muitos caminhos que seguiam em várias direções. Em dado momento, ela perguntou a um gato sentado numa árvore: - Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? - Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato. - Eu não sei. O gato, então, respondeu sabiamente: - Sendo assim, qualquer caminho serve.
Por Alice no país das maravilhas Lewis CarrollGRANDIOSIDADE (poeminha do amor de mãe) Lamentar-se em pranto na praia Não polui o mar... Pois que toda aquela água São tão somente lágrimas De uma mãe que também chora Na mesma proporção... Do amor que tem pra dar.
Por Bruno BezerraDoDia e DaNoite DoDia o sol ruboresce no cerrado torto, desigual DaNoite o céu estrelece e os sonhos num ritual... Banha-se o rosto na bica fria, da madrugada DoDia Estórias já são DaNoite, futrica pois, é o tempo em travessia. DaNoite e ou DoDia, a poesia plica. E segui a sina... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 31 de maio, 2018 Cerrado goiano
Por Luciano Spagnol (poeta do cerrado)Farto de ver. A visão que se reecontra em toda parte. Farto de ter. O ruído das cidades, à noite, e ao sol, e sempre. Farto de saber. As paradas da vida. - Ó Ruídos e Visões! Partir para afetos e rumores novos.
Por Arthur RimbaudNão quero o seu amor, a menos que você saiba que sou repulsivo e me ame mesmo assim.
Por Georges BatailleOs vivos ouvem poucamente. As plantas, como o elemento aquático domina, são dadas à conversa. A menor brisa abala a urna de concórdia estremecida que, assim, sensível, se derrama e é solidão solícita. Os vivos não ouvem nada. Mas, havendo acedido a essa malícia de experiência cândida, os mortos deixam que o ouvido siga o fluvial diálogo das plantas umas com outras e todas com a brisa. Melhor ainda. Quando, nas noites cálidas, as plantas se sentem mais sozinhas, os mortos brincam à imitação das águas inventando palavras de consonâncias líquidas. E esse amoroso cuidado de palavras a urna de concórdia vegetal espevita até que, a horas altas, a noite, os mortos e as plantas caiam no sono duma luz solícita.
Por Fernando Echevarría