Veja outros textos inspiradores!
TEMPO DE CRIANÇA Que saudade, do tempo em que eu não sabia o que era saudade. Era criança e vivia cheio de esperança. Hoje crescido, me vejo cheio de saudade E de tão rôta esperança.
Por Marcos MarquesSalmos, SL, 82:2, Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios?
Por Salmos, Antigo TestamentoA dor cortava-a ao meio, como num truque de magia, só que sabia que nunca mais voltaria a ficar inteira.
Por Jodi PicoultSe os frutos produzidos pela terra Ainda não são Tão doces e polpudos quanto as peras Da tua ilusão Amarra o teu arado a uma estrela E os tempos darão Safras e safras de sonhos Quilos e quilos de amor Noutros planetas risonhos Outras espécies de dor
Por Gilberto GilI Coríntios, 1CO, 14:30, Se, porém, vier uma revelação a alguém que esteja sentado, cale-se o primeiro.
Por I Coríntios, Novo TestamentoUm único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade.
Por Gabriel García MárquezMeu trem Parte meu trem Da gare escura, Pela manhã que não veio, Ainda. Do escuro da noite, Que não finda, Parte meu trem Escuro e sujo. Trem de perfumes Extravagantes, Em misturas exóticas De odores; Miss dior, num certo azêdo Do suor De mil axilas. O cheiro de peixe Que exala De caixotes, em jornal (sem igual). Ah, meu trem que parte, Escuro e sujo! Trem de luxo No cotidiano, Com portas abertas (incertas) Que são bocas famintas (de gente). De janelas sem vidro, Com chuva, com vento Num só lamento, Do pó que levanta Do chão, Juncado do lixo De muitas mãos E das bocas que cospem A miséria de um povo. Meu trem… Do cotidiano, De professoras azuis, De bêbados cansados, De suados operários, Dos peixeiros Que espalham na manhã A presença dos mares, Em horários incertos (invulgares). Trem democrático. Prático! A professora ao lado Da lavadeira, No mesmo trem, Escuro E sujo, Com cheiro de peixe, De roupa lavada (ou suja?) Com o lixo espalhado No perfume francês. Quem nos fez Assim tão irmanados Nós….Os subdesenvolvidos Do sul? Num mesmo trem Escuro E sujo. Com vento Com chuva Com frio, Mas sem cheiro Do sangue Da luta de irmãos. O branco no preto O preto no branco, Livres Num mesmo trem Escuro E sujo, Com vento, Com chuva, Com frio, Mas sem o cheiro Da pólvora Da guerra, Que me aterra
Por Victor MottaEm movimentos contundentes resultam em um rap consciente Que destorce a mente do mais fraco até ao que sente,
Por Cone Crew Diretoria