Veja outros textos inspiradores!

Salmos, SL, 119:38, Confirma ao teu servo a tua promessa feita aos que te temem.

Por Salmos, Antigo Testamento

ARTE DE AMAR Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Por Manuel Bandeira

Eu tenho meus próprios problemas, agora vou ter que me preocupar com o que as pessoas pensam sobre o jeito que eu falo?

Por Green Book: O Guia

Lucas, LC, 6:16, Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Por Lucas, Novo Testamento

Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.

Por Oscar Wilde

Chega de ouvir os outros Chega de aceitar conselho torto Todo dia é dia de olhar no espelho E de abusar do meu batom vermelho Do fundo do poço, eu não passo Do fundo do poço, eu não passo, não

Por Ana Sucha

Marcos, MC, 12:6, <J> - Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: ´O meu filho eles respeitarão.`</J>

Por Marcos, Novo Testamento

Êxodo, EX, 2:11, Naqueles dias, sendo Moisés já homem feito, saiu para visitar os seus irmãos e viu o trabalho pesado que faziam. Viu também que certo egípcio espancava um hebreu, um do seu povo.

Por Êxodo, Antigo Testamento

E você perguntou por que sempre esperavam que você sorrisse nas fotografias. E eu disse que é porque as pessoas esperavam que, no futuro, houvesse ao menos um motivo para sorrir.

Por Iain S. Thomas

Datilografia Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano, Formo o projeto, aqui isolado, Remoto até de quem eu sou. Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tic-tac estalado das máquinas de escrever. Que náusea da vida! Que abjeção esta regularidade! Que sono este ser assim! Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavalarias (Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância), Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho, Eram grandes passagens do Norte, explícitas de neve, Eram grandes palmares do sul, opulentos de verdes. Outrora... Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tic-tac estalado das máquinas de escrever. Temos todos duas vidas: A verdadeira, que é a que sonhamos na infância, E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa; A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros, Que é a prática, a útil, Aquela em que acabam por nos meter num caixão. Na outra não há caixões, nem mortes. Há só ilustrações de infância: Grandes livros coloridos, para ver mas não ler; Grandes páginas de cores para recordar mais tarde. Na outra somos nós, Na outra não vivemos; Nesta morremos, que é o que viver quer dizer. Neste momento, pela náusea, vivo só na outra... Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinístro, Se, desmeditando, escuto, Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de escrever.

Por Álvaro de Campos