Quando se tratava de escolher, ela nunca me disse o que fazer. Em vez disso, me olhava com aqueles olhos que sabiam mais do que diziam, e me pedia, com doçura e firmeza: “Seja grata. Por cada escolha que você fizer. Porque eu nem sempre tive esse privilégio.” E eu entendi. Entendi que sua vida foi costurada entre deveres e silêncios, que muitas das portas que hoje eu atravesso foram abertas pelas mãos calejadas que ela não usou para si. Ela fez caminhos para mim — e ficou. Ficou atrás, para garantir que eu fosse adiante. Minha mãe não teve todas as escolhas. Mas me deu todas as minhas. E, por isso, cada decisão minha carrega também o nome dela.
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